3 de nov de 2013

BLOG E FACEBOOK ... ACESSE, COMENTE E PARTICIPE.


Penso que as questões tratadas no blog podem suscitar dúvidas e perguntas referentes a situações pessoais dos leitores. Por exemplo, caso se deparar com um texto em que são descritos conteúdos semelhantes a seus conflitos íntimos, que o leitor tenha a possibilidade de uma comunicação mais estreita, de "falar" e de "ser ouvido".

Assim, se julgar apropriado, você pode acessar a conta facebook.com/deusas da lua e fazer sua pergunta ou consideração, referindo-se a textos aqui publicados sob a ótica da psicanálise ou da mitologia.

Aproveito para registrar o feliz encontro no Espaço Ayni, no Itaim Bibi, neste sábado dia 02 de novembro, onde foi feita a Palestra Deusas da Lua, o Eterno Feminino. Agradeço a presença de todos, especialmente do Dr. Ricardo Leme, pelo apoio e incentivo.

6 de mai de 2013

DEUSAS DA LUA: O ETERNO FEMININO

DEUSAS DA LUA: O ETERNO FEMININO

Uma análise mitológica da psique feminina.


Este livro conta histórias de deusas,de bruxas e fadas, destes seres sobrenaturais em que não acreditamos, mas que nos falam ao coração; aos quais fazemos pedidos íntimos, sendo que muitas vezes somos atendidos e isso não nos causa surpresa.

Especificamente, falamos sobre as quatro fases da lua e as deusas que as representam. E contamos a história misteriosa da quinta deusa, Lilith, a deusa da lua invisível.

Mostramos também os efeitos causados pela egrégora das deusas da lua sobre o comportamento dos homens. Mesmo que alguns não admitam os aspectos do feminino da sua personalidade, ainda assim costumam ter seus humores modulados pela atuação das fascinantes deusas da lua.

Mais informações? Acesse facebook.com/deusas da lua



30 de abr de 2013

One more short story about the moon

To those who enjoy the subject of
this blog.

I have just finished my second book Deusas da Lua, an analisys of man and woman behavior concerning their psychological aspects.

It shows how anima and animus affect human's humor and lead people through unexpected paths. It tells about the godesses of the moon in a very simple and amusing text.

Want more details? Acess facebook.com/deusas da lua.

5 de abr de 2013

UMA AUSÊNCIA TANGÍVEL

Ah, esse abismo entre o saber e o sentir! Sei que há tempo para abraçar e tempo para deixar de abraçar, tempo de chegar e tempo de ir-se embora... Sei que preciso aprender agora a abrir meus braços e deixar que um pedacinho do meu coração seja levado pela minha doce Babí, para que ela não se sinta sozinha na sua "viagem".

O fato: após doze anos de alegrias e companheirismo, a pequenina "salsicha" Babí se deixou levar para um lugar aonde ainda não posso ir. Houve carinho até o final e os olhos dela refletiam muito mais coragem do que os meus.

O vínculo: dividimos momentos sublimes de nossas vidas; corremos no parque, nadamos no rio, viajamos por estradas, passamos um Natal em solitude, apenas nós duas e os Anjos, assistimos a novela juntas, adoecemos algumas vezes, saramos, choramos e nos consolamos como amigas verdadeiras, capazes de advinhar o mais sutil pensamento uma da outra. De todos os cãezinhos que tive, e foram muitos, de todos que muito amei, Babí foi aquela que mais me amou e me fez feliz, apenas por estar ao meu lado, sem exigência alguma, a me fitar com seus luminosos olhos redondos de jabuticabas.

O presente: ela repousa agora no jardim de casa. Continua perto de mim, negando o abandono e até mesmo a saudade, com sua ausência tangível, pois que consigo percebê-la correndo pelo quintal com suas perninhas tortas, cheia de vida, me chamando com latidos espertos para ver os esquilos e os saguís fugindo pelos galhos das árvores.

Agradeço a Deus pela oportunidade de dividir estes anos com minha pequena. Agradeço o aprendizado; lições de vida que me tornaram um pouquinho melhor; dela cuidei com todo amor e ela me correspondeu com igual dedicação, e principalmente com alegria.

O futuro: que possamos nos re-encontrar em algum lugar para retomar essa amizade tão linda.

Obrigada Babí por tudo o que aprendí com você.
Até a volta.

4 de jan de 2013

Essa dor mal compreendida

Acabo de ler SAÚDE é CONSCIÊNCIA, livro escrito pelo Dr. Ricardo José de Almeida Leme, médico, neurocirurgião e, ao meu ver, um filósofo de primeira estirpe, do tipo "sei que nada sei". O autor é acessível no seu texto sobre saúde pleno de reflexões indispensáveis. Uma delas agora me atiça.

"Criar espaço interior é passo fundamental para dar significado à vida e viver com saúde". (Dr. R.J.A. Leme)

A psicanálise mostra que todos temos um sótão entulhado de bugigangas, tão cheio que de vez em quando uma delas despenca sobre a nossa vida consciente causando-nos um galo na testa ou uma ferida no pé; produzindo alterações no comportamento e sintomas em diferentes partes do corpo físico que levam sempre à uma mesma queixa: "alguma coisa me dói".

Eu costumava me perguntar "por que tanto me dói a cabeça? a coluna? o estômago?"
Essas dores, que a gente costuma chamar de minhas dores a partir de dado momento, quando elas se tornam habituais, são sinais, a maior parte de nós sabe disso, de que alguma coisa não está funcionando direito no organismo.

Hoje não mais me pergunto porque dói; quero saber para que me dói essa dor.O que exatamente ela está a me pedir para mudar? E percebo uma relação com o espaço interior, esse cantinho da alma de onde a vida flui, ilumina e alimenta as células dos órgãos do corpo físico. Compreendo que a utilidade de um vaso está no seu espaço vazio.

Enfim, essa dor mal compreendida dói para chamar atenção para o espaço infinito das nossas possibilidades humanas quando este espaço é abandonado por nós, vazio de sonhos, ideias, projetos, esperança, fé, e de confiança no poder inquestionável do amor.

Esta terra fértil, nosso precioso espaço interior, relicário da alma, quando dele nos esquecemos para viver tão somente as sensações da periferia do corpo, resta sem vida como o leito de um rio cujas águas secaram; perde utilidade, vitalidade, razão de existir.

Aquele que sente alegria em cultivar a essência, o conteúdo do vaso, torna-se capaz de transmitir bem estar aos que com ele convivem.

Quando nos tornamos vasos úteis e temos certeza de ser amados assim como somos, seres em aperfeiçoamento, mesmo diante do desgaste natural da matéria, recebemos
altas doses de energias revigoradoras e analgésicas. Quando se é feliz nada dói.