10 de mai de 2007

Mito, filosofia e ciência e a produção de conhecimento

A filosofia tem sido a Grande Mãe paciente, cuidadora, cujas mãos habilidosas tecem mantos para agasalhar a alma inquieta dos homens, e também lógicas formais para satisfazer espíritos antigos e egos modernos; mãos que acalentam as filhas ciências, enquanto estas se entregam a profícuo labor na produção de conhecimento,exibindo algumas vezes o sorriso arrogante de quem se reconhece indispensável na arte de desvendar e explicar o universo.

Filha vaidosa, rainha do século XXI, a ciência corre o risco de tornar-se o mito pret-a-porter da atualidade.

A filosofia convida o homem a trilhar caminhos novos, e velhos caminhos de modos diferentes; aproxima-se delicadamente, observa com paciência indizível o transformar-se constante do ser humano, eternamente envolvido na tarefa de realizar-se através do trabalho e da liberdade, porque onde existe a práxis existe vida; onde existe escolha existe a manifestação da vontade, do desejo, e eis aí o homem. A filosofia nos ensina a enxergar, mais que ver; a buscar sentido na banalidade dos atos da vida.

Segundo Marx, o sustento é o principal impulso do homem. Para Freud, a libido. Qual seria o sabor de uma vida com pouca comida e pouco sexo? Seríamos magros ansiosos?

"Confie nos seus sentidos e não nos seus conceitos e preconceitos." Fritz Perls

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